domingo, 9 de fevereiro de 2014

Com esse calor, eu quero sombra e água fresca. Mas cadê a água?


Nessas últimas semanas, o Brasil vem sofrendo com intensa onda de calor. Se não é o verão mais quente de toda história, me atrevo a dizer que está entre as três mais de todos os tempos. As três mais das emissoras de rádio. E se não bastasse as altas temperaturas, todos dias, chegando a faze 40 graus as 18 horas (olha a que ponto chegamos),  pra piora, não chove. Isso mesmo. Não chove. Nem uma gota. Tá bom, vai. Sem exagero, chove sim ,mas chove pouco. Uma Massa de ar quente impede a chegada da qualquer frente fria. Tá parecendo a defesa do Corinthians do ano de 2013. Não passa nada. Estou pra te fala que chuva é tipo aqueles artistas que se apresenta uma vez na vida. Tipo David Guetta em Ribeirão. Quem viu, viu. Quem não viu... Tá assim ultimamente. Sem chuva e com um sol pra cada um, o jeito é tenta se adapta a nova realidade. Realidade quente. Diga se de passagem. Piscinas. Roupas leves. Poucas roupas para as mulheres (instinto de homem). Filtro solar fator 50, por que o fator 200 não existe. Por enquanto. Frutas e muita água. Água?! Sim, água. Muita água. A principal recomendação é beber muita água. Se hidrata bem. Alias, aproveitando o ensejo, tenho inveja de quem mora nas praias. Imagina você, que mora em Ribeirão, como eu,  depois de um dia tenso de trabalho, ir numa praia e curti as ondas do mar. Já imaginou? Sensacional. Tudo de bom. Quem mora em Natal, Rio de Janeiro, Florianópolis, não reclama muito do calor. Se reclama, reclama pouco. Pena que a aqui, na nossa cidade, não tem praia.  Há quem diga que falta uma praia para Ribeirão ser perfeita. Não chego a esse ponto, mas uma praia cairia bem, melhor se fosse ao lado da minha casa. Fico aqui, imaginando...Bom tirando o sonho de lado e voltando a nossa realidade de fogão seis bocas, o que todo mundo quer, morando na praia ou não, é, no minimo, sombra e água fresca. Eu quero mais sombra e água fresca. Sombra, até tem. Qualquer poste faz sombra com esse calor. Não falo de árvores porque aqui não tem muita árvore. Tem poste. Poste não faz sujeira. Se existisse semente de poste, acho que muita gente compraria. Não faz sujeira. Substitui a natureza, a oportunidade de ouvir os pássaros, por um objeto cimentado, sem vida, só por que não faz sujeira na porta. E a preguiça de varrer. Bom, essa é uma outra discussão, mas o fato da sombra, a gente até consegue, mas e água? Eu abro a torneira não sai nada. Abro a torneira e não sai água. Isso não vale. Água não pode falta. Duas coisas nessa vida que não pode falta: dinheiro (brincadeira, viu gente. Nem sei o que é dinheiro faz tempo) e água. Água no meu copo não pode falta. Esquece cerveja, gente. Refrigerante. Essas coisas industrializadas. Estou falando da riqueza essencial para a nossa sobrevivenvia. Mas falta. A natureza tem seus limites, assim como nós temos os nossos. A água é uma riqueza limitada, ou seja, um dia, vai acabar, e está acabando. Abro a torneira não sai nada. Abro o chuveiro não sai nada. O que se passa? Pra quem pensou que um dia a água acabaria, esse dia está chegando. Pra quem pensou que as temperaturas atingiriam 50 graus só em 2050, se enganou. O mundo está acabando? (estou tenso. Quero a minha mãe). Não duvido. O Corinthians não foi campeão da Libertadores? Então o mundo pode acabar a qualquer momento (perco o amigo, mas não a oportunidade da piada. Amigos corintianos, aquele abraço). Mas o fato que está faltando. E de quem é culpa? Meu instinto de querer culpar alguém e tirar o meu da reta fala mais alto neste momento. Da prefeitura? Da natureza? Do meu vizinho? Minha? Minha não. Nunca erro! Tá bom. Falando sério, nessa história, tem vários culpados e uma vitima. A vitima é a natureza, incluindo os animais. Os culpados somos nós, seres humanos, enquanto sociedade. Faço a minha meia culpa também. Mas não sou o principal culpado não. Nesse barco incluo todo mundo, inclusive você que está lendo. Todos nós. A prefeitura, que não cumpri com sua obrigação quanto Estado. Não faz campanhas de conscientização sobre o uso racional da água. Não dá conta de concerta vazamentos que jogam para fora milhares e milhares de litros de água (e o povo do nordeste sem ter um 500 ml para beber). Não faz estudos sobre crescimento urbano, que reflete no consumo de água. A culpa também é da vizinha preguiçosa, que usa mangueira para "varrer" a calçada. É o rapaz que escova os dentes com a torneira aberta. É a garota que toma banho por uma hora só por causa da balada. Enfim, a culpa é nossa. Todos nós temos culpa no cartório. Estamos colhendo hoje o que fizemos no passado e o que estamos deixando de fazer no presente. Se não mudarmos nosso hábitos cotidianos agora, o futuro tende a piora. E muito. Povos brigando por água. Postos de água, como os de gasolina, vendendo o litro por 5 reais (espero que usineiro não entre nesse possível mercado para não fazer...Bom você sabe o que). Gente nas ruas pedindo água, em vez de dinheiro. Idosos e crianças sofrendo com as altas temperaturas. E a gente sem nada pra beber, vivendo na pele as marcas do povo nordestino (leia vida secas, de Graciliano Ramos). E eu, você e ninguem  sem água fresca para beber. Beber? Escrevendo o texto, até esqueci. A torneira está aberta e nada de água. Estou debaixo da sombra do poste e com o meu copo vazio. Sombra eu consegui, mas a água fresca que é bom,  nem. Enquanto a gente não muda nosso hábito, vou me contentar com o copo vazio de água, esperando ela chegar. Brinde de copo vazio...

Nenhum comentário:

Postar um comentário